Sopros piedosos


Ó grande mãe natureza...
Dama das águas límpidas,que lavam minha tristeza...
Ó grande deusa das florestas...
Que faz florescer amor quando esperança quase não resta...
Ó grande rainha do reino animal...
Que cuida de cada ser que respira
Com seu poder matriarcal...
Rogo-lhe por socorro e perdão...
Percebo agora o mal que lhe fazem
E por eles lhe peço perdão...
Tuas criações dão vida a minha gente. ..
E o que fazem contigo é esquecer que  tu também sente...
Agradeço a ti por este mundo
É a maior maravilha
Cheio de bênçãos...mesmo que os humanos sejam uma armadilha...
Rogo-lhe,minha deusa...
Acorde e volte para nós...
Os humanos são tolos e não podem viver sós...
Venha e acalme os ânimos com teus sopros piedosos,
Que trazem o cheiro da infância e de muitos e levam remorsos...
Dias em que a terra molhada pregava nos dedos...
Dias em que não haviam conspirações,  nada de segredos...
Me diga, Grande Mãe, onde está o brilho dos olhos?
O que farei se não enxergar a beleza presente no respirar de cada ser?

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